Justiça Federal condena grupo que tentou enviar 139 kg de cocaína ‘acoplados’ em cascos de navio do Amapá para Portugal
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal condenou seis integrantes de uma organização criminosa especializada em tráfico internacional de drogas. Em 2024, o grupo tentou enviar 139 quilos de cocaína para Portugal, utilizando pacotes acoplados ao casco do navio Dyna Floresta, que estava ancorado no Igarapé da Fortaleza, em Macapá.
A ação penal teve como base as investigações da Operação “Blind Diving”, deflagrada pela Polícia Federal em abril daquele ano, que interceptou a tentativa de exportação da droga. O esquema funcionava a partir de uma chácara em área isolada, utilizada como centro de apoio para a logística do crime. Embarcações de pequeno porte levavam mergulhadores e equipamentos até o navio, onde a droga era instalada.

As apurações revelaram que mergulhadores profissionais foram responsáveis por fixar cinco pacotes de cocaína no casco da embarcação. Cada pacote tinha rastreadores do tipo AirTag, que permitiam monitorar a carga ao longo da viagem. Pelo menos seis mergulhos foram realizados entre os dias 6 e 9 de abril de 2024, sempre durante a noite.
No processo, o MPF descreveu a estrutura sofisticada e a divisão rigorosa de funções dentro da organização criminosa, que atuava de forma hierarquizada. O grupo era responsável por adquirir, transportar e instalar a droga no navio, usando o porto de Macapá como ponto estratégico para o tráfico transatlântico.

Todos os réus foram condenados a 12 anos e 3 meses de reclusão, exceto o líder da organização, identificado como financiador e articulador do esquema, que recebeu pena de 14 anos, 8 meses e 12 dias. As penas deverão ser cumpridas em regime fechado.
Prisões mantidas
A sentença determinou a manutenção da prisão preventiva de todos os condenados e autorizou a expedição de guias de execução provisória, permitindo o imediato início do cumprimento das penas. A decisão também ordenou o cumprimento imediato de mandado de prisão em aberto contra o líder da organização.
Foto de capa ilustrativa: Flavia Vilela/Agência Brasil

