Três réus são condenados a mais de 19 anos de prisão por homicídio de mototaxista em Santana
Três réus foram condenados pelo Tribunal do Júri em Santana pelos crimes de homicídio qualificado e associação criminosa armada, recebendo penas que ultrapassam 19 anos de prisão cada um. A vítima, o mototaxista Gleison Lemos de Souza, foi morto a tiros em 2023.
O julgamento ocorreu na quinta-feira, 13, com Matheus Patrocínio Ribeiro, Julian Gonçalves Sabóia e Elson Gonçalves de Andrade sendo levados a júri popular. O processo foi conduzido pelo juiz Julle Anderson Mota, com atuação do Ministério Público do Amapá (MP-AP), representado pelo promotor Horácio Coutinho.
Segundo a denúncia do MP-AP, na madrugada de 25 de setembro de 2023, os três acusados agiram juntos para localizar e executar a vítima. Câmeras de segurança registraram o grupo em um Renault Kwid branco, conduzido por Matheus. Elson desceu do veículo e realizou os disparos, enquanto Julian dava apoio e orientação. A motivação, de acordo com a promotoria, foi torpe, ligada à disputa entre organizações criminosas pelo controle territorial e de atividades ilícitas em Santana.
A sessão do júri incluiu oitiva de testemunhas, interrogatório dos réus e mais de três horas de debates entre acusação e defesa. O promotor destacou a premeditação e a organização do grupo, enquanto as defesas alegaram negativa de autoria, inexistência de provas e, no caso de Matheus, tese de inexigibilidade de conduta diversa. Todas as teses defensivas foram rejeitadas pelos jurados.
O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e autoria do homicídio qualificado, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e a participação dos réus em organização criminosa armada.
Penas aplicadas:
- Matheus Patrocínio Ribeiro: 19 anos e 7 meses de reclusão, mais 15 dias-multa;
- Julian Gonçalves Sabóia: 21 anos, 1 mês e 25 dias de reclusão, mais 17 dias-multa;
- Elson Gonçalves de Andrade: 21 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, mais 15 dias-multa.
O juiz destacou que a atuação da organização criminosa causa grave desordem em Santana, refletindo no aumento de homicídios, tráfico e roubos, justificando a aplicação da majorante máxima prevista na Lei de Organizações Criminosas.
Foto: MP/Reprodução

