‘Com a prisão de suspeito de comandar chacina, a investigação toma novo rumo’, diz delegado
Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 18, o delegado-geral da Polícia Civil do Amapá, Cezar Vieira, anunciou que as investigações sobre a chacina que vitimou oito pessoas na região de Almeirim (PA), na divisa com Laranjal do Jari (AP), entraram em uma nova fase com a prisão de José Edno Alves de Oliveira, 46 anos, conhecido como “Marujo”, em Samambaia, no Distrito Federal. O suspeito é apontado como possível mandante do crime.

A operação, denominada Aurivorax, contou com trabalho integrado da Polícia Civil do Amapá, das polícias civis do Distrito Federal e de Goiás, além do apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Durante a ação, foram apreendidos celulares e um veículo que pode ter sido utilizado na execução do crime.

Segundo o delegado Cezar Vieira, a prisão de Marujo é um ponto crucial para o avanço das investigações. “Com a captura desse acusado, a investigação toma outro rumo, permitindo aprofundar questionamentos que ainda tínhamos. Os desdobramentos desta prisão vão elucidar muitos pontos, fornecendo informações valiosas para que possamos avançar.”

Marujo é garimpeiro e morador da região de Laranjal do Jari. Ele estava escondido em um local usado para evitar a prisão preventiva já decretada contra ele. “Ele possui área de garimpo clandestino no lado do Pará e é o principal suspeito de envolvimento no crime. Já responde a processo por garimpo em Rondônia, na Justiça Federal”, explicou o delegado.
Após a prisão, Marujo passou por audiência de custódia, na qual o juiz manteve a prisão preventiva. A Polícia Civil do Amapá iniciou os procedimentos para transferi-lo ao estado, onde será interrogado. Durante a audiência, ele permaneceu em silêncio, acompanhado de advogado.

Outra pessoa presente no momento da abordagem foi conduzida para prestar esclarecimentos e, após ser ouvida, foi liberada. Segundo o delegado, esta etapa é importante para esclarecer circunstâncias do inquérito e identificar se há outros suspeitos. Os demais presos envolvidos na investigação foram mantidos à disposição da Justiça.
Fotos: Polícia Civil/Divulgação

