Advogado é preso em Macapá suspeito de ligação com facção criminosa
A Polícia Civil do Amapá deflagrou, nesta quarta-feira , 25, uma operação para cumprir um mandado de prisão preventiva contra um advogado investigado por atuar como mensageiro de uma organização criminosa com ramificações dentro e fora do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A ação incluiu ainda o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Macapá.
De acordo com o delegado Estéfano Santos, titular da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), o advogado desempenhava um papel estratégico dentro da facção, repassando ordens de lideranças presas e mantendo o fluxo de informações que alimentavam atividades ilícitas.
A polícia civil do amapa deflagrou neste nesta quarta-feira, 25, para dar cumprimento a um mandado de prisão contra um advogado suspeito de ser mensageiro de uma organizaçãp criminosa com atuação dentro e fora do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), e mais dois mandados de busca e apreensão em macapá.
“É mais uma operação importante da Polícia Civil. Cumprimos hoje a prisão preventiva de um advogado que exercia uma função primordial dentro da estrutura de uma facção criminosa. Ele levava e trazia mensagens de lideranças que estão reclusas na penitenciária de segurança máxima, perpetuando o tráfico de drogas, armas e até controlando a contabilidade dessas operações”, afirmou o delegado.
O suspeito já havia sido preso anteriormente ao tentar entrar no presídio com um celular. Desta vez, foi capturado em via pública, no momento em que saía de um veículo. Ele será encaminhado para audiência de custódia ainda nesta quarta-feira.
Durante as buscas, foram apreendidos documentos, anotações, agendas, um celular e um notebook que, segundo a polícia, contêm informações importantes sobre o esquema criminoso. O material passará por análise para identificar novos envolvidos e possíveis desdobramentos da investigação.
O delegado acrescentou que as anotações do advogado reforçam seu envolvimento com o tráfico.
“Ele fazia registros detalhados sobre vendas de drogas e armas, e repassava essas informações às lideranças no Iapen. De lá, eles emitiam novas ordens, que o advogado transmitia aos comparsas do lado de fora.”
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da OAB Amapá, que informou que uma nota de esclarecimento será emitida ainda hoje.
Foto: PC/Divulgação

